Na Mídia: FURB FEDERAL foca no desenvolvimento do Vale
Os apoios à Furb Federal surgem das mais diversas vertentes. Encontros regionais foram realizados para recolher sugestões da comunidade, e assim como o vereador Napoleão Bernardes, o movimento segue ganhando cada vez mais adeptos. Confira o que foi publicado no jornal Furb Notícias neste mês de junho:
Na esteira dos encontros regionais promovidos pelo Comitê Pró-Federalização, que busca contribuições da comunidade para elaborar o projeto que será entregue ao Ministério da Educação, dois pontos sobressaem nas discussões: a necessidade de incorporar ao projeto os desafios do novo Plano Nacional de Educação (2011-2020) e a definição clara do foco e do público da instituição que se busca. Além dos ciclos que aconteceram na FURB, os debates já chegaram a Ascurra e Brusque.
“Os debates têm sustentado a tese de que a nova Federal deve focar ações que levem ao desenvolvimento integrado e sustentável do Vale do Itajaí, priorizando contribuições para temas como vulnerabilidades sociais e ambientais, o modelo econômico, a dimensão cultural e a melhoria da qualidade de vida, entre outras questões”, afirma o novo coordenador do comitê, professor Dr. Clóvis Reis, diretor do Centro de Ciências Humanas e da Comunicação da Furb.
O comitê demonstra, assim, que está atento à nova realidade detectada em Brasília: o governo federal já criou 14 universidades federais no governo Lula e agora vem apostando em novos projetos com universidades temáticas ou, ainda, com áreas de excelência, tendo seu público bem definido. As novas instituições precisam, também, demonstrar foco na eficiência de gestão e redução de custos, no desenvolvimento regional e elevar a política de extensão a uma dimensão norteadora, aplicando-lhe a mesma importância de ensino e pesquisa. A ideia é conectar os programas da Universidade com as reais necessidades da população, resgatando ou reforçando o compromisso social.
O projeto de federalização da Furb deve, ainda, estar em sintonia com o novo Plano Nacional de Educação, contemplando as suas principais preocupações: evasão universitária (44,5% nas instituições privadas e 27,4% nas federais e o restante entre estaduais e municipais, ou seja, metade, em média, abandona a academia); ociosidade; implantação de infraestrutura nas federais; a necessidade de formar engenheiros e “nerds” para criarem sistemas de programação; a inclusão no ensino superior de 33% dos jovens entre 18 e 24 anos, entre outros desafios.
Neste sentido, Pedagogia e Licenciaturas são áreas estratégicas de investimento para dar sustentabilidade as 20 metas do PNE. O MEC insiste na tese de formação de professores capazes de melhorar a qualidade do ensino médio e de atender à demanda da nova sociedade do conhecimento, já chamada de 3.0, com seus modelos mentais digitalizados, como explicou na Furb o professor Alexandre Moraes, da UFSC: “Isso exige repensar os projetos pedagógicos e tecnológicos, muito além da realidade do aluno sentado em sala de aula, destacou ele, defendendo processos híbridos de cursos (presencial e a distância), currículos flexíveis que permitem mobilidade entre cursos e o foco na internacionalização.
Grupo elabora projeto ao MEC
O comitê tem um grupo trabalhando o projeto que será entregue ao MEC nos próximos meses: os professores Clóvis Reis, António Chivanga (pró-reitor de Ensino), Valmor Schichet, Jorge Barbosa Oliveira, Gicele Cervi, Rita Buzzi Rausch, Maria José Domingues, Maria José Ribeiro, Izabel Zardo, o estudante Reynaldo Coimbra e a servidora administrativa Marilda Angioni.
Esse grupo conta com assessoria especial do Instituto de Pesquisas e Estudos em Administração Universotária (INPEAU da UFSC, mesmo que elaborou a proposta de implantação da Universidade Federal da Fronteira Sul, no Oeste do Estado); do ex-reitor da Universidade Federal de Goiás, Nélson Amaral (análise de custos) e de um escritório especializado em educação, do Rio de Janeiro, para atestar a viabilidade jurídica da proposta, especialmente a questão da cedência dos servidores da Furb à nova Federal.
As despesas de consultoria foram autorizadas pela Reitoria da Furb no valor de R$ 175 mil.
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Assessoria de Imprensa











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